O caminho curto
Foi numa bonita tarde de verão, daquelas cheias de sol com um ligeiro vento, que a Joana, uma menina pequenina, passeava por um lindo jardim com o desenho de um quadrado, com canteiros cheios de flores variadas forrados por uma relva muito verdinha.
Bem no centro dele, existia um formigueiro e foi o trabalho incansável das formiguinhas que lhe chamou a atenção. Elas saíam em fila indiana do formigueiro, muito agitadas percorriam um longo e perigoso caminho por todo jardim até atingir a calçada, aonde iam colhendo pedacinhos de folhinhas verdes e de flores que nasciam por entre pedras que formavam a calçada. Colocavam então com muita dificuldade as folhinhas nas costas e uma vez mais, em fila, faziam o caminho de regresso ao seu formigueiro, a casinha delas.
Para elas, o percurso era muito longo e difícil, pois no caminho algumas acabavam sendo pisadas pelas pessoas que passavam por ali, ou então às vezes até perdiam as suas folhinhas e desnorteavam-se... era sem dúvida um trabalho muito sofrido.
Diante daquela cena toda a Joana falou com os seus botões os seguinte:
-“Coitadinhas..., elas não sabem de que o formigueiro está bem no meio do jardim. Na verdade não precisavam sofrer tanto fazendo todo esse percurso, pois estão cercadas pelo verde e pelas flores. Bastaria apenas que saíssem do formigueiro e vasculhassem tudo á volta. Têm tudo á sua volta!! Tadinhas delas...!”.
Também nós, na vida percorremos longos caminhos á procura da felicidade, do nosso objectivo de vida.
Nessa insistente busca , acabamos por sofrer ficando tantas vezes com falta de ânimo e no regresso a casa vimos vazios, de mãos a abanar, porque não tivemos consciência de que as coisas realmente importantes estão bem mais próximas de nós, tão chegadas que nem imaginamos.
E o perto que fica longe, quando o longe é afinal perto, logo ali.
